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Com lesão cerebral, menina de 11 anos tem no basquete um motivo a mais para sorrir
03/09/2019 12:57 em Esporte

Mariana Zahn cantarola no quarto todo cor de rosa, dedilhando o violão recém-aprendido nas aulas de música: "Sou diferente, sou contente, amo gente e amo viver." A letra escrita pelo seu padrinho, Rodrigo Munari, diz muito sobre a menina de Cachoeira do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Com uma lesão cerebral, ela não se sente pior ou melhor que ninguém. Aos 11 anos, descobriu o basquete através do irmão. E, dentro de quadra, ela abre os melhores sorrisos.

- A emoção dela no basquete é muito grande. Ela é muito apaixonada pelos colegas e pelos professores. Ela criou um vínculo muito grande com todos. A gente já participou de atividades fora da cidade e ela foi incluída de maneira lindíssima. Ela é tratada normalmente no basquete. É cobrada igual a todos. Ela se sente muito feliz e realizada dentro do basquete - contou a mãe Suziane Dias.

Devido a uma pré-eclampsia de Suzi, Mariana nasceu prematura e com membrana hialina, que é uma película que recobre o pulmão e não permite uma respiração normal. Sofreu uma lesão decorrente da falta de oxigenação no cérebro, diagnosticada como leucomalácia periventricular, e teve as partes motora e cognitiva afetadas. Os médicos não sabiam se a menina poderia andar e falar.

 

- Foi um baque quando ouvimos isso da médica. Mas hoje, 10 anos depois, a Mariana não caminha. Ela corre, pula, joga, dança, canta e se diverte muito - afirmou a mãe.

 

Mariana recebeu estímulos desde muito pequena, pois foi uma orientação médica para o seu desenvolvimento. Aos 4 anos, encontrou a psicopedagoga Daiane Keller, que a acompanha até hoje. Tem aulas e consultas frequentes. Mas foi há seis meses, quando o irmão Conrado foi conhecer o novo núcleo da NBA School na cidade, que ela descobriu a sua grande motivação.

- O termômetro da melhora é a própria Mariana. A gente vê nela o quanto ela gosta do basquete. E ela é apaixonada pelo Bruno, estagiário do projeto. Ela gosta demais dele e do outro professor, está sempre trazendo referências deles. A gente vê como é bacana essa relação dela com eles - disse Daiane.

A menina não se atrasa para as aulas. Garante que as segundas e quartas são os melhores dias da sua vida, pois são os dias do basquete. Ela chega sorridente, de uniforme verde, e corre para os braços de Bruno, enquanto o profissional de Educação Física Vagner de Magalhães monta o percurso na quadra. Mariana treina em um grupo misto, sempre orientada pelo profissional.

 

- Antes, ela precisava de auxílio. Hoje, ela está muito mais segura no caminhar e no correr. Mariana progrediu muito depois de começar a fazer basquete - relatou o pai Roger Zahn.

 

Fonte = ge

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