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TRF-4 nega pedido de defesa de Lula sobre documentos relativos ao sistema de propina da Odebrecht
07/03/2018 18:25 em Política e Economia

m sessão na tarde desta quarta-feira (7), os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negaram um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a decisão do juiz Sérgio Moro de aceitar cópias de dados do sistema Drousys que, segundo a Operação Lava Jato, continham informações sobre pagamento de propina da Odebrecht. O G1 entrou em contato com os advogados do petista e aguarda retorno.

O recurso era uma correição parcial dentro do processo que trata de supostas vantagens indevidas recebidas pelo petista, como o apartamento vizinho ao que ele vive em São Bernardo do Campo (SP) e um terreno que seria destino ao Instituto Lula. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, os imóveis foram adquiridos pela empreiteira e repassados ao ex-presidente em troca de favorecimento em contratos da empresa com a Petrobras. Lula nega as acusações.

Os advogados do ex-presidente ingressaram contra a decisão de Moro de aceitar anexar ao processo cópias de dados oriundos de cooperação internacional com a Suíça, relativos ao sistema chamado Drousys.

O uso do programa foi revelado pela delatora da Lava Jato Maria Lúcia Tavares, que era responsável dentro do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht por gerenciar requerimentos de propina e repassá-los aos entregadores, que por sua vez fariam chegar os recursos aos destinatários finais. As comunicações eram feitas justamente através do Drousys, um sistema de intranet ao qual funcionários da empreiteira tinham acesso. O servidor do Drousys ficava na Suíça.

Em 15 de dezembro do ano passado, o relator João Pedro Gebran Neto há havia negado um pedido de correição parcial semelhante. Dois dias depois, rejeitou outro recurso, os embargos de declaração, com o mesmo teor.

"Estou negando o provimento e julgando prejudicado o segundo embargos de declaração", sustentou Gebran na sessão desta sexta (7). O voto dele foi acompanhado pelos colegas Leandro Paulsen e o juiz Nivaldo Brunoni, que substitui o desembargador Victor Laus. O decano está de férias.

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