Volume
Redes
Sociais
Irmãos são presos flagrados com dinheiro falso e adolescentes
26/02/2018 - 14h29 em Notícias

Quatro pessoas foram presas pela Polícia Militar, entre elas duas adolescentes, no município de Igarapé-Açu, na região nordeste do Pará, acusadas de estarem repassando dinheiro falso na cidade.

O quarteto foi apresentado ao delegado de Polícia Civil Raimundo Augusto Damasceno Souza pelo cabo da Polícia Militar José Thiago Magalhães, que realizava uma ronda de policiamento ostensivo na companhia dos cabos A. Dias e Bezerra, quando foram acionados por uma comerciante, que disse que um grupo de pessoas em um carro prata teria repassado a ela uma nota de R$ 50 falsa.

 

De posse dessas informações, os policiais militares saíram às ruas. Quando passaram pela avenida Barão do Rio Branco, eles avistaram o veículo com as características citadas. Ao perceber o monitoramento, um dos ocupantes jogou um volume para fora do veículo. Em seguida, eles foram abordados.

 

Enquanto o veículo era revistado, um dos policiais foi verificar o embrulho que tinham jogado do carro. Era uma grande quantidade de notas de R$ 50, aparentemente falsas. Durante a revista policial no interior do veículo, uma bolsa com uma grande quantidade de dinheiro, aparentemente verdadeiro, foi encontrada.

 

DEPOIMENTO
Todos os ocupantes do carro foram levados para a delegacia de Polícia Civil de Igarapé-Açu. Anderson Henrique Leal de Mendonça e sua irmã Isis Lorraine Leal de Mendonça estavam com outras duas meninas adolescentes.

 

Em depoimento, Isis Lorraine, 23, moradora do conjunto Cidade Nova VIII, em Ananindeua, revelou que estava repassando dinheiro falso juntamente com o irmão, tendo agido criminosamente ainda nos municípios de São Miguel do Guamá, Castanhal e agora em Igarapé-Açu.

 

Questionada sobre a origem do dinheiro, a mulher não soube responder. Ela apenas afirmou que o carro era alugado e que estava na “onda” juntamente com o irmão e das duas adolescentes, uma delas namorada do irmão.

 

Anderson Henrique Leal de Mendonça, 24, disse que conseguiu as notas falsas por meio de um grupo de WhatsApp, em Belém. Ele pagou mil reais em troca de R$ 5 mil falsos, que estavam sendo trocados no interior do Estado.

 

Anderson confessou que já foi preso pelos crimes de homicídio e falsificação de documentos público (carteira de habilitação). Ele disse que, durante o tempo que passou no Centro de Recuperação, em Americano, outros detentos tentaram matá-lo e todas as vezes que caiu preso escapou por pouco da morte.

 

 

Segundo Anderson, ele está listado para morrer depois que o crime organizado o acusa de ter matado um soldado de um dos cabeça do Comando Vermelho de Belém. Ele disse que todo grupo sabia do dinheiro falso, inclusive as adolescentes que eram usadas para tal.

(J.R. Avelar/Diário do Pará)

COMENTÁRIOS